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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Prefácio

Assim como em livro, a primeira postagem é sempre para contar a quem lê o porque de seu texto. Eu quero dialogar. Esta é a única forma que eu encontrei para conversar com você. Sinto uma falta enorme de ter e sentir você acariciando minha barba. Por causa disso, neste lugar, eu me sinto mais perto de você.Tenho tanto para contar. Para ensinar. Nunca me senti tão vivo e útil desde o dia que começou a me chamar de pai. Aprendi a amar você da mesma forma que amava minha vida. Sim, meu filho, amava. Não consigo amar minha vida depois que você se foi.

Não sei o que você fez hoje no colégio.Nem posso busca-lo mais. Nossa química é tão grande que sinto , de verdade, que sente o que penso. Sei que sofre quando choro pensando em você.E como choro. O aperto no coração é ainda maior em lembrar o quanto me gritava quando eu ia embora. Quantas vezes eu chorei em casa, sozinho. Mais uma vez, por não poder tirar você daquele lugar.É meu pequeno, queria mesmo era poder dizer tudo isso pessoalmente para você.A vida nos prega peça e nem dá para saber.Rezo para você todos os dias e sei que está sendo bem cuidado. Talvez algum dia possa ler isso. Eu não lhe abandonei. Sei que vai me julgar como fraco e concordo que fui. Tem muitas coisa envolvidas.  Não sei como será quanto eu tiver meu filho um dia. Com certeza ele jamais será como você.

Aqui começa uma nova etapa. Um triste fase por não estar ao meu lado. Sei o quão genioso você é, mas sei que será um grande homem. Lembro-me de tanta coisa que fizemos desde março a setembro desde grande ano de 2011. Quando iniciei este ano fiz três pedidos. Queria um emprego legal, um filho- que sempre foi meu sonho- e ter minha casa, não morar mais com meus tios. Por alguns dias eu estava certo de que Deus sorria para mim. Acho que foi ilusão.  Tudo estava dando certo. Hoje, preciso deste espaço para não fazer uma besteira.

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